A obra do sucessor
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Observações dum exilado do interior
Por falar em Tolkien, deve dizer-se que o seu verdadeiro discípulo, o que mais fielmente recria e reinterpreta os mundos fantásticos do mestre, é Stephen R. Donaldson. Influenciado por Mervyn Peake e sobretudo por Tolkien, Donaldson é genial na construção de mundos malditos e heróicos.
Se os realizadores de cinema andassem atentos, os mundos imaginários e fantásticos tão em voga seriam, em vez do Harry Potter ou até do Senhor dos Anéis do Tolkien, qualquer coisa como a saga "Dragonriders of Pern", de Anne McCaffrey, ela própria iniciadora de uma saga continuada agora por seu filho Todd McCaffrey.
Por diversos motivos, o blog esteve suspenso por um mês. Aos poucos leitores que vou tendo e que estranharam a demora, nomeadamente aqueles que disso mesmo deram conta nos comentários, as minhas desculpas e os meus agradecimentos. Quer o destino que o meu regresso aconteça numa época marcada por infaustos acontecimentos, que vestem o país de luto. O desaparecimento repentino e quase simultâneo de Vasco Gonçalves, Álvaro Cunhal e Eugénio de Andrade, mergulha Portugal em tristeza e dor. Foi um fim-de-semana trágico, com mortes, «arrastões» e outras escaramuças. Enfim, o país em maré negra.
Léo Strauss parece estar na moda. Pessimista, crítico da modernidade, reabilitou os filósofos clássicos: Tucídides, Xenofonte, Platão. Ao trazer os ensinamentos deles para o mundo moderno, Strauss baralhou e confundiu muito do pensamento instalado. Não admira que Georges Leroux haja escrito sobre "Platão e os Talibans", tentando extrair da «República» os fundamentos da teocracia. Como se o filósofo grego tivesse mais aplicação na modernidade que no seu tempo; como se não soubesse que as ideias de Platão foram acolhidas em parte a partir de 404 a.C., quando Atenas fica sujeita ao poder de Esparta, em consequência da guerra do Peloponeso.
Lara: Wouldn't it have been lovely if we'd met before?
Revi ontem dois extraordinários filmes de David Lean: o Doutor Jivago, com Omar Sharif e a belíssima Julie Christie no papel de Lara; e Lawrence da Arábia, com Peter O´Toole em grande forma e com o próprio Lean a aparecer fugazmente no écran. Dois filmes, duas obras-primas!
Nesta vida terrena de poucas décadas, o que temos de mais seguro é a perda. Viver é perder. A história das nossas vidas é a história das nossas perdas, das nossas dores, angústias, sofrimentos. Os familiares que partiram, os amigos que morreram, os amigos que o não foram, as injustiças de todos os dias.
Olympian gods! how can I let ye go,
Viver hoje é viver hoje, ou seja, cortar todos os laços com o passado e pensar exclusivamente no momento presente e (no caso dos mais previdentes) no futuro próximo. A História transformou-se num amontoado de gráficos e índices de produção, com referências abundantes à luta de classes, seguindo no caso português a cartilha marxista de Victor de Sá e outros vultos da historiografia. O passado constrói-se à mesa desses senhores, ao sabor dos interesses e toldados pela cegueira interpretativa, incapazes de compreender as sociedades de tempos idos. Cegos, verdadeiramente cegos, sempre que se voltam para trás e se põem a interpretar a História, para a ensinarem de seguida. Em "The Analysis of Mind", Bertrand Russell sugere-nos que o planeta foi criado há poucos minutos e povoado de uma humanidade que "recorda" um passado que nunca existiu. Às vezes sou tentado a subscrever a tese do filósofo.
O Rebatet do Batalha Final passou-me este Inquérito Literário, a que respondo com todo o gosto para não quebrar a corrente:
Em 1453, Mohamed II, "conquistador de dois impérios, doze reinos e trezentas cidades", acabou com o Império Bizantino quando tomou Constantinopla, dando início ao Renascimento. É uma tese cruel, esta de atribuir a paternidade do Renascimento aos otomanos, mas nem por isso menos verdadeira. Com efeito, a queda da cidade de Constantino espalhou os eruditos e os manuscritos clássicos pela Europa e fechou as velhas rotas das caravanas, obrigando os ocidentais a dobrar o Cabo da Boa Esperança e a descobrir a América.