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13.6.05

A obra do sucessor

Chaos and Order

Por falar em Tolkien, deve dizer-se que o seu verdadeiro discípulo, o que mais fielmente recria e reinterpreta os mundos fantásticos do mestre, é Stephen R. Donaldson. Influenciado por Mervyn Peake e sobretudo por Tolkien, Donaldson é genial na construção de mundos malditos e heróicos.

Os dragões de McCaffrey

Se os realizadores de cinema andassem atentos, os mundos imaginários e fantásticos tão em voga seriam, em vez do Harry Potter ou até do Senhor dos Anéis do Tolkien, qualquer coisa como a saga "Dragonriders of Pern", de Anne McCaffrey, ela própria iniciadora de uma saga continuada agora por seu filho Todd McCaffrey.
Na obra da irlandesa, está lá tudo: a história brilhante, a "fotografia", os diálogos sobre o maravilhoso. Livros como "Dragonflight" (1968), "Dragonquest" (1970), "The White Dragon" (1978) ou "Renegades of Pern" (1989) são uma fonte inesgotável de imaginação. McCaffrey, ela própria, vive agora no seu refúgio de County Wicklow, o Jardim da Irlanda, ao pé do mosteiro de Glendalough.

A (in)justificação do interregno

Por diversos motivos, o blog esteve suspenso por um mês. Aos poucos leitores que vou tendo e que estranharam a demora, nomeadamente aqueles que disso mesmo deram conta nos comentários, as minhas desculpas e os meus agradecimentos. Quer o destino que o meu regresso aconteça numa época marcada por infaustos acontecimentos, que vestem o país de luto. O desaparecimento repentino e quase simultâneo de Vasco Gonçalves, Álvaro Cunhal e Eugénio de Andrade, mergulha Portugal em tristeza e dor. Foi um fim-de-semana trágico, com mortes, «arrastões» e outras escaramuças. Enfim, o país em maré negra.

12.5.05

Strauss em revolta contra o mundo moderno

Léo Strauss parece estar na moda. Pessimista, crítico da modernidade, reabilitou os filósofos clássicos: Tucídides, Xenofonte, Platão. Ao trazer os ensinamentos deles para o mundo moderno, Strauss baralhou e confundiu muito do pensamento instalado. Não admira que Georges Leroux haja escrito sobre "Platão e os Talibans", tentando extrair da «República» os fundamentos da teocracia. Como se o filósofo grego tivesse mais aplicação na modernidade que no seu tempo; como se não soubesse que as ideias de Platão foram acolhidas em parte a partir de 404 a.C., quando Atenas fica sujeita ao poder de Esparta, em consequência da guerra do Peloponeso.
De qualquer modo saúda-se o apreço por Strauss. Nada a objectar à (re)leitura da sua obra, desde que o façam com olhos de ver. Não falta por aí quem perore sobre ele sem lhe conhecer a obra. Foi dos primeiros a aperceberem-se que o chamado «bem comum» é uma figura de retórica. Não existe. Há muitos eruditos que ainda não o sabem.

Goethe sobre o governo português

«Nada mais assustador que a ignorância em acção.»

A vida em poucas frases

Lara: Wouldn't it have been lovely if we'd met before?
Jivago: Before we did? Yes.
Lara: We'd have got married, had a house and children. If we'd had children, Yuri, would you like a boy or girl?
Jivago: I think we may go mad if we think about all that.
Lara: I shall always think about it.

Lean

Revi ontem dois extraordinários filmes de David Lean: o Doutor Jivago, com Omar Sharif e a belíssima Julie Christie no papel de Lara; e Lawrence da Arábia, com Peter O´Toole em grande forma e com o próprio Lean a aparecer fugazmente no écran. Dois filmes, duas obras-primas!

9.5.05

Escola de dor

Nesta vida terrena de poucas décadas, o que temos de mais seguro é a perda. Viver é perder. A história das nossas vidas é a história das nossas perdas, das nossas dores, angústias, sofrimentos. Os familiares que partiram, os amigos que morreram, os amigos que o não foram, as injustiças de todos os dias.
O prazer pode ser colectivo, mas a dor é sempre individual. Tem que ser sofrida e chorada a sós.

Rouault



To the Old Pagan Religion

Olympian gods! how can I let ye go,
And pin my faith to this new Christian creed?
Can I resign the deities I know,
for him who on a cross for man did bleed?

How in my weakness can my hopes depend
On one lone god, tho' mighty be his pow'r?
Why can Jove's host no more assistance lend,
To Soothe my pain, and cheer my troubled hour?

Are there no dryads on these wooded mounts
O'er which I oft in desolation roam?
Are there no naiads in these crystal founts
Or nereids upon the ocean foam?

Fast spreads the new; the older faith declines;
The name of Christ resounds upon the air;
But my wrack'd soul in solitude repines
And gives the gods their last-received pray'r.

H. P. Lovecraft

3.5.05

As trevas (ou ilusões sobre o passado)

Viver hoje é viver hoje, ou seja, cortar todos os laços com o passado e pensar exclusivamente no momento presente e (no caso dos mais previdentes) no futuro próximo. A História transformou-se num amontoado de gráficos e índices de produção, com referências abundantes à luta de classes, seguindo no caso português a cartilha marxista de Victor de Sá e outros vultos da historiografia. O passado constrói-se à mesa desses senhores, ao sabor dos interesses e toldados pela cegueira interpretativa, incapazes de compreender as sociedades de tempos idos. Cegos, verdadeiramente cegos, sempre que se voltam para trás e se põem a interpretar a História, para a ensinarem de seguida. Em "The Analysis of Mind", Bertrand Russell sugere-nos que o planeta foi criado há poucos minutos e povoado de uma humanidade que "recorda" um passado que nunca existiu. Às vezes sou tentado a subscrever a tese do filósofo.

A luz



Inquérito literário

O Rebatet do Batalha Final passou-me este Inquérito Literário, a que respondo com todo o gosto para não quebrar a corrente:

1-Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
"Os perigos do amianto para a saúde pública", de James Cuthbert. Ou, para não escapar ao destino, a "Crónica de Uma Morte Anunciada", de Gabriel Garcia Marquez.

2-Já alguma vez ficaste apanhado por um personagem de ficção?
Não. Nem pelos da vida real, diga-se.

3-Qual foi o último livro que compraste?
"Milestones: Memoirs 1927-1977", a autobiografia de Joseph Ratzinger (Bento XVI).

4-Qual o último que leste?
"The Plot Against America", de Philip Roth.

5-Que livros estás a ler?
Vários. "Stalin and His Hangmen", de Donald Rayfield, que demonstra ter sido Estaline o maior "carrasco" do século XX; "Captain Slaughterboard Drops Anchor", um clássico de Mervyn Peake; e a reler "Discourse on Metaphysics and the Monadology", de Leibniz, sempre às voltas com a relação entre Deus e o mundo.

6-Que 5 livros levarias para uma ilha deserta?
A Bíblia, os "Lusíadas", a "Poemata Minora" de Howard P. Lovecraft, "Os Irmãos Karamazov" de Dostoievski e... "O Quietista: Textos da Blogosfera" (a lançar em breve!)

7-A que 3 pessoas vais passar este testemunho?
Ao Anarcoconservador, ao Caminhos Errantes e ao Julito.

O dedo otomano

Em 1453, Mohamed II, "conquistador de dois impérios, doze reinos e trezentas cidades", acabou com o Império Bizantino quando tomou Constantinopla, dando início ao Renascimento. É uma tese cruel, esta de atribuir a paternidade do Renascimento aos otomanos, mas nem por isso menos verdadeira. Com efeito, a queda da cidade de Constantino espalhou os eruditos e os manuscritos clássicos pela Europa e fechou as velhas rotas das caravanas, obrigando os ocidentais a dobrar o Cabo da Boa Esperança e a descobrir a América.
Tinha havido, na Idade Média, uma série de tentativas "renascentistas" em épocas diferentes: Carlos Magno e Alcuíno de York; Petrarca e Boccaccio, por exemplo. Mas sem a generalização do saber e as aventuras marítimas, não havia condições para redescobrir e recriar as grandes obras da antiguidade clássica.